17 de novembro de 2016

Como montar seu grow para cultivo indoor (parte 2/2)

Antes de mais nada gostaríamos de agradecer todos os comentários e curtidas que recebemos na primeira parte deste conteúdo, é um prazer enorme ajudar 

os cultivadores caseiros de todo o Brasil a ter as melhores plantas do mundo na segurança de sua casa, muito obrigado growes – vocês são foda!

Se você ainda não viu a primeira parte do conteúdo clique Aqui!

Chegamos ao evento principal, abaixo segue uma lista de passos para montar seu primeiro grow para cultivo indoor, além de conteúdos extras e exclusivos pra você. Vem com a gente!

Montando seu grow indoor

A criação e montagem do seu primeiro grow para cultivo indoor não é tão complicada como parece. Preste atenção nas nossas dicas a seguir que você vai conseguir montar uma estufa que vai satisfazer seu consumo por uns bons anos e com o mínimo de problemas pelo caminho. A seguir vamos destrinchar passo a passo como você deve iniciar a montagem do seu grow para cultivo indoor.

Passo 1. A escolha do local para o grow indoor

Antes que você possa realmente montar sua estufa e plantar suas amadas plantinhas é necessário que você pense no local ou espaço onde você pretende cultivar e entender o que você precisa arrumar nele. Garagens, sótãos, e armários podem ser ótimos lugares para a montagem da sua horta. Ter um espaço para cultivar como um quarto ou um armário vai te fazer economizar bastante.

Uma estufa completa para cultivo indoor pode encarecer bastante o orçamento pois é um produto caro. Por outro lado existem estufas profissionais no mercado que vão te dar muito mais liberdade e eficiência em vários pontos como controle do clima, eficiência luminosa, trocas gasosas e controle de odores indesejáveis.

O ponto principal ao tomar essa decisão é você entender que o seu grow terá que ter uma fonte adequada de energia elétrica e ter um acesso fácil para você conseguir levar água, nutrientes e realizar algumas podas e limpezas durante todo o processo.

De preferência o seu grow deve ter um piso coberto de madeira, azulejo ou cimento. Se você optar por qualquer espaço de cultivo que tenha outro tipo de material (ex: carpete), pode fazer você ter que ficar lutando constantemente contra a umidade, mofo e os fungos patogênicos que vem com eles.

Finalmente, você tem que pensar em janelas ou aberturas. Muitas janelas podem deixar seu cultivo muito exposto a curiosos, o que pode ser um grande problema. Cobrindo as entradas com qualquer tipo de material vai deixar suas plantas na privacidade que elas precisam.

 

Passo 2. Pensando no espaço

Antes de começar realmente a montagem você precisa voltar ao início das nossas dicas e lembrar do passo mais fundamental de todos, o planejamento. Planeje tudo no papel e pense em todos os problemas que você pode ter durante o processo, da maneira que você economize muito dinheiro a longo prazo e não tenha que refazer constantemente várias alterações no projeto inicial.

Inicie medindo o espaço que você tem para cultivar, quantos metros cúbicos você tem disponível e qual o tamanho máximo que suas plantas vão ficar em altura, largura e comprimento. Uma vez que você tem um plano fica muito mais fácil entender quais e quantos equipamentos você vai precisar.

Você deve se perguntar se o local tem aberturas para entrada de ar fresco, como é o clima de sua cidade (temperatura, umidade), quantos ventiladores, exaustores, refletores, timers e quanta iluminação vão ser necessários para cultivar a quantidade escolhida de plantas.

 

Mesmo sem ter qualquer tipo de habilidade artística o ideal é você fazer um croqui (rascunho) desenhado do se grow, coloque no papel onde ficará cada equipamento e fiação, respeitando os espaços para aberturas de ar e crescimento das plantas.

Passo 3. Isolamento do grow

Uma vez que você ja tenha o plano pronto e saiba onde vão estar os equipamentos, vasos, sistema de exaustão, lâmpadas, timers, fiação, etc. O primeiro passo é isolar todas as entradas e janelas como proteção contra problemas de umidade, luz e circulação de ar.

Uma dica é você durante o dia fechar todas as portas e entrar dentro do grow, desta maneira você vai conseguir verificar quaisquer entradas de luz de fora e poderá isolar o local.

Mylar e fita isolante metalizada são as soluções mais comuns para isto. Desta maneira você vai ajudar a manter a umidade e o clima dentro do seu grow, podendo criar um ambiente propício para o desenvolvimento de qualquer tipo de planta.

 

 

A solução mais fácil é você cobrir todas as paredes laterais com mylar ou lona branca de uma maneira que fique bonito e arrumado. Isto também serve para ajudar a refletir a luz emitida pela sua lâmpada e fazendo você ter um aproveitamento máximo da eficiência do seu sistema de iluminação.

Uma opção mais barata é você pintar as paredes laterais de branco, isso também vai ajudar a melhorar a reflexão, porém com um pouco menos de eficiência reflexiva e isolante.

Passo 4. Instalação da fonte luminosa

Como regra geral de eficiência, você vai precisar de ao menos 600 watts de iluminação HID para até 2 metros de espaço de cultivo. O cultivo indoor com lâmpadas de LED é diferente pois cada modelo e marca gera uma relação de intensidade (Watts) e Lúmens distinto.

É muito importante você levar em conta que precisa fazer a instalação da fiação de uma maneira que garanta sua segurança e que tenha espaço para você se movimentar e/ou movimentar suas plantas caso seja necessário. Este ponto é muito importante também porque você com certeza não quer causar um incêndio na sua casa.

Colocar os reatores em um local onde eles não se movam e certificar-se que as lâmpadas e refletores vão estar posicionados para onde estarão as plantas é algo que você já sabe.

A escolha do tipo de iluminação que você quer usar no seu grow é uma matemática complicada, por isso tome o tempo necessário para pensar bem sobre isso. A iluminação faz toda a diferença.

Passo 5. Instalação do sistema de exaustão

Suas plantas precisam de oxigênio para serem felizes e saudáveis. Você terá que instalar um sistema de exaustão de qualidade para que o ar quente que se acumula na parte superior do seu grow, seja expulso e que por uma entrada passiva na parte inferior entre ar novo e fresco, se espalhando por todo o interior do seu grow.

O seu exaustor de entrada deve ser menor do que o exaustor de saída para que o ar flua de forma natural, com ar quente se deslocando em direção ao topo do quarto ou estufa de cultivo. Os especialistas recomendam que o ar circule cerca de trinta vezes por hora movendo-se horizontalmente para manter as temperatura e umidade mais estáveis possível por todo o grow.

 

 

Se você vive em climas mais frios terá que pensar na  instalação de um aquecedor para se certificar de que o ar estará na temperatura certa. O ar frio pode ser ótimo para manter as plantas saudáveis, mas você também terá de se certificar de que ele não é frio demais ou então terá um conjunto completamente diferente de problemas para lidar com essas condições (ex: absorção de nutrientes).

Após isso, você pode começar a instalar sistemas de CO2 que irão adicionar ainda mais dióxido de carbono para o grow e ajudarão suas plantas a crescer ainda mais. Isso é algo típico de growers mais avançados, mas se você se sentir à altura da tarefa e está disposto a percorrer etapas extras o esforço vai valer a pena.

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Passo 6. Que tal um sistema hidropônico completo?

Sistemas de cultivo hidropônico são num geral a melhor maneira de entregar nutrientes para as plantas e garantir que elas tenham sempre a mistura perfeita deles e que irão ajudá-las a crescer mais do que nunca.

 

 

Isso também ajuda a automatizar todo o processo e torná-lo um pouco mais fácil, porém você vai ter que ter uma atenção maior no controle do PH e eletro condutividade (EC).

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Passo 7. Hora do plantio!

Agora você está finalmente pronto para plantar todas as suas sementes. Há muito mais informação disponível em detalhes, mas num geral você terá que germinar as sementes e depois plantá-las, colocando-as em ciclos de 18 horas durante a fase vegetativa.

Alguns growes cometem o erro de deixar as plantas em ciclos maiores de 20h, esta prática pode parecer boa por fornecer luz por mais tempo, porém existem estudos que comprovam que não há diferença significativa em crescimento acima de 20h de luz. A planta realiza muitos processos químicos durante a noite o que pode gerar estresse desnecessário e além disso vai aumentar seus gastos com a conta de luz.

Para plantas que florescem no outono, você irá mudar o fotoperíodo para um ciclo de 12 horas (12 horas de luz e 12 horas de escuridão total), que irá incentivá-las a começar a floração e crescer ao seu potencial máximo. A planta percebe que os períodos de luz estão ficando mais curtos e entende que está chegando o outono (isso ocorre naturalmente no outdoor), então inicia seus processos internos de floração.

Com o tipo certo de atenção às suas plantas você terá um sucesso incrível colheita após colheita, proporcionando um ótimo rendimento depois de ter superado essa fase inicial.

COMO CLONAR SUAS PLANTAS?

Um clone é somente um corte, ou seja, uma parte cortada da planta que cria raízes e eventualmente estabiliza e se desenvolve como uma réplica genética do seu doador.

 

 

Isso é possível porque cada célula da planta contém todas as informações necessárias para reconstruir uma planta nova geneticamente idêntica à planta mãe. Isso significa que qualquer ramo, folha, caule ou flor, não importa quão grande ou pequeno, pode gerar um número infinito de clones idênticos se as condições forem apropriadas para tal.

A clonagem é ótima para replicar suas plantas preferidas e com melhor desempenho. Para clonar, você vai precisar para garantir que a planta que você vai cortar é forte e saudável, e é aconselhável que a planta esteja no mínimo em torno da segunda semana de vida antes deste processo.

Qual o papel do grower na clonagem?

Sua maior responsabilidade é a de se certificar de que os cortes serão confortáveis ​​e livres de estresse enquanto estão produzindo raízes. Estresse ambiental e manuseio incorreto durante esse tempo pode levar a muitas complicações, incluindo mutação, diminuição no rendimento e/ou potência e em alguns casos até auto-floração e hermafroditismo. A saúde geral de seus clones irá determinar o futuro do seu jardim.

Lembre-se que a clonagem é essencialmente a realização de cirurgia em suas plantas. Cada corte feito é uma ferida aberta que é susceptível a infecção e necessita ser tratada com muito cuidado. Todas as preocupações de que uma pessoa teria antes de passar por uma cirurgia são válidas para as suas plantas também. Verifique se todas as suas ferramentas foram esterilizadas desde a última utilização, se as suas plantas vão estar em um ambiente seguro e estéril livre do risco de infecção durante a fase de recuperação.

Após o processo inicial de corte e criação dos clones, tudo o que você pode fazer é certificar-se que as luzes permaneçam acesas e que não fique muito quente ou frio no seu grow. Muitos growers cometem o erro de virar os clones em desenvolvimento de cabeça para baixo para ver se as raízes estão aparecendo, ou querendo saber se os cortes estão muito molhados ou muito secos.

Pegar os cubos de lã de rocha ou células de germinação e ficar mexendo pode fazer com que as pequenas raízes de dentro se quebrem e dificulte ainda mais este processo. Então basicamente você tem é que esperar no mínimo de 5 a 7 dias para aí sim vir a mexer verificando se as raízes estão crescendo e acompanhar o processo um pouco mais de perto. Agora que você já entende o seu papel vou explicar em 8 passos como produzir clones saudáveis e robustos como ninguém:

1. Higiene

Parece brincadeira mas essa é uma das partes mais importantes de todo o processo de clonagem. Antes de fazer qualquer outra coisa, use água sanitária limpa para higienizar a área em que a mesa de germinação ou estufa vai ficar, bem como todas as outras superfícies dentro do seu grow.

Esterilize todas as ferramentas e equipamentos, utilizando uma toalha de papel limpa embebido com álcool 99%.Como uma precaução final, luvas estéreis devem ser usadas durante todo o processo.Por favor, lembre-se que a limpeza é a chave para a clonagem bem-sucedida.

2. Como montar uma estufa para clones?

Para uma clonagem com maiores chances de sucesso você precisaria de um piso térmico ligado dentro da bandeja de propagação e colocando cerca de meia polegada de perlita entre o piso térmico e os cubos de lã de rocha. A perlita vai elevar os cubos acima da parte inferior da bandeja, impedindo-os de ficar muito quentes. Ela também permite que o fluxo de ar sob os cubos e sobre as raízes em crescimento cresçam em direção à água.

Mexa bem o gel de clonagem e derrame ele em um copo de vidro, enchendo até a metade. Essa é uma melhor alternativa do que colocar os ramos cortados diretamente dentro do pote de gel já que assim você pode acabar contaminando o seu produto e aumentando a chance de doenças.

Tenha em mãos todos os equipamentos necessários: bisturi, gel de clonagem, copo de vidro, lã de rocha ou células de germinação e água destilada. Todo e qualquer o tempo perdido diminui as chances de sucesso da clonagem.

Existem algumas opções no mercado de estufas prontas, e algumas até completamente automatizadas, abaixo segue um vídeo de um destes equipamentos:

3. O que é solução de clonagem?

A solução de clonagem é uma mistura de nutrientes de baixo nível que fornece os elementos necessários para os clones prosperarem durante o desenvolvimento das raízes.

Usá-lo pode reduzir o tempo de enraizamento e resultar em clones muito mais saudáveis.Se você decidir não usar, os clones provavelmente irão demorar mais para se desenvolver.

 

 

Se os clones não têm possuírem nenhuma fonte de energia durante a primeira semana ou até que formem raízes, eles serão forçados a consumir sua própria energia armazenada.

Em outras palavras, eles têm que entrar em modo de sobrevivência e sacrificar um par ou mais de suas próprias folhas a fim de permanecerem vivos. Isso não é uma boa maneira de começar a vida, então procure sim usar uma solução de clonagem.

4. Como colocar os cubos de lã de rocha na bandeja?

Com cuidado organize o espaço igualmente em fileiras de dois ao longo do interior da bandeja de cultivo. Dê sempre muito espaço para seus cubos de lã de rocha, você não quer que as raízes se entrelacem nem se encostem nessa fase (nem em qualquer outra).

Outro ponto importante é que não devem haver folhas sobrepostas, pois isso pode gerar condensação entre elas e dessa forma a chance de criar mofo e bolor são muito maiores.

Comprar bandeja de lã de rocha

5. Rotulagem

Não importa o quão boa é a sua memória ou quão bem você acha que pode identificar cada uma das suas linhagens, erros acontecem de tempos em tempos. A melhor forma de resolver isso é identificar tudo. Escreva o nome da planta diretamente dos lados dos cubos de lã de rocha e rotule o lado de fora do tabuleiro utilizando pedaços de fita adesiva.

 

 

Você também pode comprar placas de identificação (imagem acima) no seu growshop preferido. Para ter certeza de que tudo está bem explicado, fazer um croqui em seu diário de cultivo indoor também ajuda muito nesta fase.

6. Como escolher os ramos que irão virar clones?

Nem todos os ramos são iguais, então tenha como base quatro características básicas para selecionar quais têm potencial para virarem clones:

  • Eles são saudáveis e vibrantes
  • As veias das folhas estão limpas e translúcidas
  • Eles possuem uma estrutura que consiste em pelo menos seis nós
  • O diâmetro das suas hastes é igual a ou maior do que o diâmetro dos furos nos cubos de lã de rocha. 

Uma vez que um ramo adequado é escolhido, remova ele, fazendo um único corte o mais perto da haste principal possível com um bisturi estéril (lembre-se da higiene!). Esse é o primeiro corte e uma das fases mais importantes. Coloque a extremidade cortada do ramo em um copo com água destilada imediatamente após o primeiro corte ter sido feito.

 

 

A exposição ao ar durante esse tempo vai fazer com que as células dentro da parte cortada do ramo vão oxidando e morrendo. Para evitar esse problema, o segundo e último corte deve ser feito enquanto o ramo está submerso na solução de clonagem.

7. Como fazer o último corte?

O corte final deve ser feito através do centro do quinto nó a partir da ponta do ramo. O corte deve ser feito num ângulo de aproximadamente 45 graus para aumentar a área de superfície da ferida a partir do qual as raízes irão crescer.

Uma vez que o corte é feito, remova rapidamente o clone da água, agite de forma suave o excesso de água e coloque a extremidade cortada no gel clonagem contido no copo. Deixe o corte assentar-se no gel durante cerca de 15 segundos e depois coloque ele no cubo de lã de rocha correspondente.

 

 

Resista à tentação de empurrar a extremidade cortada do clone para baixo para além do fundo do buraco no cubo. Se o diâmetro da haste do corte é igual a ou maior do que o diâmetro do furo ela vai encaixar perfeitamente. Empurrar para baixo na lã de rocha pode prejudicar o caule e estressar o clone.

 

Alguns growers cortam as pontas das folhas em leque em um esforço para aumentar a área de superfície com a qual as folhas podem absorver o vapor de água. Usando uma cúpula e um piso térmico para que a umidade seja aumentada esses cortes nas folhas são dispensáveis.

Outros cultivadores caseiros também fazem isso somente para diminuir o volume ocupado pelas folhas dentro da cúpula de desenvolvimento de clones.

8. Defina e Esqueça

Feche as aberturas e a tampa da cúpula e coloque novamente sobre a bandeja uma vez que todos os cubos foram preenchidos. Certifique-se que nenhuma das folhas são empurradas contra a cúpula e que elas não estão sendo comprimidas entre a tampa e o tabuleiro.

A condensação começará a aparecer no interior da cúpula. Abra as aberturas na tampa após a condensação ter coberto o interior da cúpula.

Lembre-se: não mexa com nos clones.Basta deixá-los sozinhos até ver raízes saindo do fundo dos cubos de lã de rocha.Uma vez que as raízes estão entre meia polegada e 1 polegada de comprimento, as mudas estão prontas para serem transplantadas.

FAZENDO O FLUSH – QUANDO, COMO E PORQUE? 

É comum no começo você ouvir muitas informações sobre flushing e se sentir confuso, principalmente com alguns avisos pra que você não o faça. Para os novos growers aí fora, aqui está o flush no quando, como e o porquê de lavar suas plantas:

Primeiro, o o quê e porquê:

Muitas pessoas pensam que o flushing (lavagem) é sobre limpar suas plantas. De forma indireta isso é verdade, mas isso é muito mais sobre o solo e suas raízes. Quando você executa o flush, você está passando grandes quantidades de água através de seu sistema.

Às vezes você irá acrescentar algo à água para ajudar – mas mais sobre isso abaixo.

Então o que exatamente acontece que você pode querer lavá-la? Vamos olhar para a forma como a planta absorve os nutrientes. Vamos usar um nutriente imaginário como exemplo, que possui 3 minerais que a planta deseja: A, B, C. Quando você compra esse nutriente, eles sabem que a planta não vai querer a mesma quantidade de tudo, então eles equilibram ele para você e colocam 10 unidades de A, 5 unidades de B e 1 unidade de C.

 

 

Quando você usa o nutriente – a planta te ama por isso. Você vê resultados imediatos. Você diz para si mesmo que esse componente está dando às plantas exatamente o que ele quer. Mas isso é improvável. O que provavelmente está acontecendo é que a planta está usando o que ela precisa dos nutrientes, mas alguns não estão sendo usado tanto quanto outros.

Depois de 3 dias, sua planta pode ter usado apenas 8/10 unidades de A e ter usado todo os minerais B e C. Aí você olha para elas, e seu medidor de TDS (total de sais dissolvidos e eletro condutividade) diz para alimentá-las – pra você adicionar mais nutrientes. Agora você tem a mesma adição original de B e C, mas ainda existe aquele A sobrando de antes e você acabou de adicionar mais.

Então, mais uma vez, a planta absorve somente o que ela precisa. 8 unidades de A e todos os B e C. Novamente, agora você utilizou todos os B e C, mas existem 4 unidades de A restante no solo.

Isso não seria uma coisa ruim se a planta conseguisse continuar a operar dessa forma. Apenas certifique-se que ela tem mais do que ela quer, deixe-a absorver o que ela precisa e tranquilo, né? Infelizmente é um pouco mais complicado do que isso.

O que acontece é que certos minerais interagem com outros minerais. E quando eles estão em equilíbrio você tem um bom e consistente crescimento. Mas se eles estão desequilibrados, você verá uma deficiência.

O que é importante entender aqui é que a deficiência pode não só ser causada pela falta de um mineral – mas também pelo EXCESSO de algum outro. É estranho pensar que colocar muito de um nutriente vai limitar outro, mas isso acontece e é conhecido como “nutrient lockout”. É muito mais comum em nutrientes à base de sal, mas pode afetar qualquer sistema, até os 100% orgânicos.

Growers mais experientes podem se safar com bem menos flushings porque eles já sabem como equilibrar os nutrientes individualmente. Com plantas outdoor é ainda mais fácil, pois a Mãe Natureza vai cuidar do flush para eles com uma coisa louca que ela faz chamada chuva.

QUANDO:

Para o resto de nós, existem alguns momentos bons para se fazer o flush. Como todas as coisas no plantio – muita quantidade de uma coisa boa é ruim. E muita lavagem é não só uma perda de tempo e dinheiro, mas você pode acabar lavando nutrientes e microrganismos bons para as plantas.

Há três momentos básicos/razões para lavar:

  1. Flush pré-colheita– muitas pessoas concordam que isso vai melhorar o sabor da planta colhida. Se você estiver usando produtos que auxiliam essa lavagem (ex: Clearex da marca americana Botanicare) você pode lavar uns 3 dias antes da colheita, e com outros métodos ela deve ser feita de uma semana a 10 dias antes e repetida três dias depois do primeiro flush.
  1. Quando você mudar dramaticamente a programação de nutrientes– Geralmente quando você começa a floração (alguns fazem ao entrar no vegetativo também). Esse é um flush preventivo. Novamente – não é obrigatório, mas não é uma má ideia. Além disso, esse é o prazo para que as plantas já tenham sugado todos os nutrientes do solo, e antes de adicionar outra mistura de nutrientes – não é uma má ideia zerá-los.
  1. Se você estiver enfrentando um bloqueio de nutrientes (nutrient lockout)-Geralmente – nem sempre! – quando você tem um dramático desequilíbrio de nutrientes, a cura não é tentar descobrir exatamente de qual, mas lavar as plantas e adicionar uma dose BEM EQUILIBRADA e de FORÇA MÉDIA de nutrientes. Mas não vá fazer o flush em cada folha queimada ou tom de amarelo que aparecer! Use o bom senso. Mas se você enxergar problemas graves, e não há sinais óbvios de qualquer outro problema causador como o calor, frio, podridão da raiz, etc – então provavelmente será uma boa ideia lavar o solo.

COMO:

Existem três técnicas básicas: Água Pura, Água com Pouquíssimos Nutrientes e adição de produtos específicos para o flush (Clearex, FloraKleen, etc.)- há uma hora e lugar para todos eles e o método é basicamente o mesmo. Lembre sempre que ao fazer o flush você está tentando se livrar do acúmulo de nutrientes. A maioria desse acúmulo NÃO ESTÁ acima da terra.

Você irá lavar as raízes e o solo, então tente fazer isso no início ou no final do dia, quando você pode enxaguar as plantas com água sem queimar as raízes.

 

 

Passo 1 – espere até que planta esteja no final do período de colheita. Em outras palavras, espere para iniciar o flush quando você praticamente puder colher as flores naquele exato momento se quisesse.

No começo do período de colheita, as flores já devem estar quase do jeito que você quer. O período de colheita dura por algumas semanas porque as flores não secam facilmente, e você tem um grande espaço de tempo para colher depois que as plantas alcançaram o começo do período de colheita.

Passo 2 – Forneça apenas água pura com o pH balanceado para a planta até a colheita (alguns dias antes à até 2 ou mais semanas)

 

 

Dicas para o Flush

Você vai fazer tudo o que você faz normalmente quando se trata da rega, exceto que sem quaisquer nutrientes ou suplementos adicionais. Não dê mais água que o normal de cada vez, porque isso aumenta as chances de suas plantas se afogarem e mostrar deficiências e sintomas causados por esse problema.

Growers experientes utilizam equipamentos como geradores de osmose reversa, que filtram e retiram a maioria dos sais da água deixando ela extremamente limpa e pura.

Cultivadores que usam terra como substrato principal lavam por 1 a 2 semanas

  • Growers de terra devem lavar por mais tempo, de 1-2 semanas. Isso ocorre porque ainda há uma certa quantidade de nutrientes deixados no solo.
  • Para os growers de solo orgânico que não usaram nenhum nutriente da semente à colheita, você não precisa se preocupar com a lavagem porque você veio dando água pura desde o início. Os microrganismos do solo têm catabolizado (quebrado) os nutrientes para suas plantas, conforme necessário, e é muito improvável que você tenha algum tipo de nutriente acumulado.

Growers que usam fibra de coco lavam por 1 semana

  • Fibra de coco não se agarra a muitos nutrientes extras e apenas uma regada ou duas com água vai tirar a maioria dos nutrientes. Por isso os produtores que utilizam fibra de côco só devem lavar suas plantas por alguns dias até cerca de uma semana, dependendo de quão rápido a planta está ficando amarelada.

Growers com sistemas hidropônicos lavam por alguns dias

  • Quando um agricultor que cultiva plantas hidropônicas muda seu reservatório para água pura, suas plantas, literalmente, têm acesso a quase zero nutrientes imediatamente. Por causa disso, um grower hidropônico deve levar a sua planta somente por alguns dias antes da colheita para evitar amarelecimento cedo demais.

As exceções à regra “Sem suplementos”:

  • Bactérias benéficas à raiz  –  Growers hidropônicos devem continuar a usar produtos com bactérias benéficas até a colheita. Esses produtos não contêm nutrientes, mas irão proteger suas plantas da podridão radicular.
  • continue a controlar o PH da água e procure deixa-lo o mais neutro possível (PH 7)– Produtos balanceadores de pH não contêm nutrientes.
  • Melaço  – Esse açucar natural é seguro de usar até a colheita no coco ou no solo (1/2 colher de chá por litro de água), mas não em hidropônicos.
  • Produtos para flush – Esses suplementos foram especificamente inventados para ajudar a remover os nutrientes extras no flush.

Mesmo durante o flush, ainda é importante controlar o PH. A maioria dos growers concordam que o máximo de tempo para o flush é 2 semanas. Plantas em meios sem solo, como substratos tipo fibra de coco e/ou hidropônicas não podem ser lavadas por tanto tempo como as plantas no solo porque elas vão ficar sem nutrientes muito rapidamente.

Para hidropônicas você pode fazer o flush por apenas alguns dias. Fazer o flush por muito tempo ou começar muito cedo aumenta as chances de reduzir a produção e se deparar com deficiências de nutrientes.

Conclusão

Esse guia básico vai te ajudar a passar por toda a fase inicial como grower e você vai ter um grow indoor funcionando bem. Pode não ser a configuração mais avançada que você já viu, mas certamente te mostra como tomar as devidas precauções e saber no que está se metendo.

Plantar pode ser fácil uma vez que você tenha esquematizado o seu primeiro grow, mesmo que possa demorar um pouco para você se acostumar a aprender tudo o que deve que feito nele diariamente.

Aprenda mais sobre cultivo indoor de cannabis no Cultiva Blog.

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